Loy Krathong: um dos principais festivais da Tailândia.


Balsas com forma de tartarugas, feitas com pão
Grupo de amigos a fazer balsas com folhas e flores


Quando decidi que ia comprar bilhete para Bangkok, antes de marcar os voos fui pesquisar na net os festivais a decorrer em Bangkok durante o mês de Novembro. Há tantos festivais na Tailândia ao longo do ano que a probabilidade de apanhar um era enorme. Foi assim que fiquei a saber que o Loy Krathong iria acontecer na noite de 5 para 6 de Novembro. E pimbas, marquei estrategicamente a viagem para dia 4, com chegada a 5 na hora de almoço. Depois de me instalar no Dang Derm Hotel e de almoçar lá ao lado (3 pessoas por 100 bath), fomos logo para a beira rio onde têm lugar os preparativos desta festa. E lá estavam as pessoas nos vários jardins da cidade a moldar pequenas balsas feitas com folhas, flores, massa de pão, incenso e velas para, mais tarde, a partir do anoitecer, colocar no rio em homenagem à Deusa da Água. Trata-se de um festival sem data fixa, celebrado em noite de lua cheia, no final da estação das chuvas que coincide com o final da época das colheitas de arroz. Ou seja, a tradição de colocar estas balsas" nas águas do rio e dos canais (klongs) é um gesto de agradecimento pela abundância das colheitas e, ao mesmo tempo, um pedido de desculpa pela poluição da água. Depois de colocadas na água por profissionais devidamente equipados com varas longas, se as velas ficarem acesas até a balsa desaparecer de vista, é sinal de um ano de boa sorte. A minha apagou.se logo, estou tramada...


As crianças que actuam nos palcos usam tanta
maquilhagem que parecem bonecas de cera. 

Nos jardins, havia palcos montados onde decorriam espectáculos de dança e música e pessoas a vender bebidas, snacks e comida. Foi interessante chegar à cidade e apanhar logo esta festa familiar tão colorida onde também podemos ver muitos estrangeiros a participar, comprando e colocando oferendas no mar. Até eu coloquei um entre os muitos que já lá andavam. Aliás, não fiz mais nada nesta tarde e noite se não andar a cirandar pelos jardins e a observar as tradições deste evento. Pelo meio, ainda me deitei na relva e fui dormitando, porque o jet lag não perdoa e o primeiro dia depois de uma viagem tão longa (sete horas de voo entre Lisboa e Dubai, duas de espera e mais cinco horas e meia até Bangkok) é algo violento.

A decoração das balsas varia muito, algumas têm formas
de animais, outras usam e abusam de flores. 

Um dos "técnicos" especialista em colocar balsas na água

O Chao Phraya cheio de balsas. De noite,  fica repleto de pontinhos luminosos.
Linda esta balsa feita com cones de gelados. Adorei.
Depois das 21h30, começa um desfile de barcos alegóricos. E à meia-noite
 há fogo de artifício, mas a essa hora já estava ferrada a dormir. 

O Loy Krathong é celebrado em toda a Tailândia mas é em Chiang Mai, no norte do país, que se festeja com todo o seu esplendor. Aqui, o festival atrai milhares de pessoas para festas privadas cujos bilhetes custam verdadeiras fortunas e as pessoas assistem a cerimónias religiosas repletas de rituais ancestrais, incluindo o  lançamento de lanternas para o céu aos milhares. Deve ser tão mas tão lindo! Durante esta viagem, mas já em Krabi, conhecemos um casal brasileiro que estava em Chiang Mai na altura do festival e comprou acessos no mercado negro a uma destas festas, fazendo a saudável loucura de pagar por cada bilhete mais de 300 dólares. O que eu sei é que os olhos deles até brilhavam a contarem-nos tudo sobre esta experiência memorável.