A volta à ilha do Sal

A calçada que liga a vila a vários hotéis: Morabeza, Oásis Belo Horizonte e Oásis Novo
Horizonte (este é de pulseirinha, tudo incluído)),  Hotel Djasal (este está fechado )  e outros.
Os dois Hotéis RIU ficam bem mais longe, a uns 3 km pela praia ou 4 de táxi.
O posto oinde tentei alugar carro e fiquei a saber mais sobre o macho cabo-verdiano...

Para dar a volta à ilha e ir ver os locais obrigatórios - Espargos, Palmeira, Buracona, Terra Boa e Salinas de Pedra Lume - tentei alugar um Jeep ou uma Pick Up (60 euros por um dia) num pequeno stand que existe junto ao "calçadão", quase em frente ao Hotel Morabeza. Por causa do Mundial de Windsurf, não havia carros disponíveis... Mas lá me fizeram o especial favor de fazer alguns contactos e, alguns telefonemas mais tarde, garantiram-me carro para o dia seguinte, às 10h30. A esta hora, apareci lá à porta, eu e mais um grupo de turistas que aguardava a excursão para dar a volta à ilha (pode custar 35 euros nos hotéis e 15 euros numa agência...). O rapazito apareceu às 11h00, com duas horas apenas de sono em cima porque tinha ido para a noite na véspera... E não tinha boas notícias. A pessoa que nos ia trazer o carro não tinha dado mais sinais de vida e não estava a atender o telemóvel... Era domingo. E o motorista que ia dar à volta à ilha com turistas, passeio que faz todos(!) os domingos, naquele dia pura e simplesmente esqueceu-se de aparecer... Levou uma "coça" por telefone e às 11h15 lá estava ao pé de nós com a carrinha... Cabo-Verde é assim mesmo, não vale a pena stressar. Ainda assim, valeu a pena ter ido a este stand só para ouvir as histórias engraçadas que o rapaz que nos atendeu foi contando. Ficámos a saber que as nórdicas adoram levar cabo-verdianos para casa, entre outras coisas. Mas depois, quase todos regressam à ilha uns anitos mais tarde... Aposto que sei a razão.

Conclusão, tivemos de alugar um táxi com motorista mas já só conseguimos para o dia seguinte visto que já era quase meio-dia. Por 70 euros, andámos um dia inteiro a passear com o Senhor Arlindo (telefone: 238-9926862), desde as 10h30 até às 18h00, que nos levou a comer a lagosta suada a um restaurante em Espargos que só quem conhece é que lá vai. Vamos às imagens de Espargos.

Há sempre um cyber café em cada bairro

Este monte é visível de quase toda a parte.

Depois de passar por Espargos, fomos ver a aldeia piscatória de Palmeira. Seguem-se as fotos.


Palmeira é ponto de passagem de muitos turistas até porque tem
um restaurante famoso pela sua lagosta, o "Nós Pimba"
Há vátias lojas de souvenirs. Uma vez mais, os senegaleses dominam o comércio.
Já sabem, tudo baixa de preço para metade ou até menos.

Mais um cyber-café


Barco a descarregar peixe
Miúdos que já nascem com guelras...

É frequente as casas terem cores bem garridas como amarelão,
lilás, laranja ou verde-alface.


Depois de Palmeira, seguimos para Buracona, uma piscina natural. Para lá chegar é preciso fazer vários quilómetros numa estrada de terra batida. A piscina é bonita mas, sinceramente, continuo a achar que não há melhor do que as piscinas naturais de Porto Moniz, na Madeira.

Sabe bem tomar aqui uma banhoca depois de uma manhã inteira a apanhar calor.
E dá para ver alguns peixinhos porque a água é cristalina e não muito
profunda, cerca de dois metros e meio.
É no local onde tirei esta foto que se entra e sai
da água com grande facilidade.

Depois de umas banhocas nestas águas mornas e apetecíveis, passámos pela Terra Boa. Como o próprio nome indica, são terras férteis onde basta que caiam uns pingos de chuva para crescer logo uma bananeira, maçarocas de milho e pés de feijão. São terras muito apetecidas e a paisagem aqui destoa por completo da visão árida do resto da ilha. É  local onde a chuva mais aparece, embora tal aconteça apenas de quando em quando, umas três a cinco vezes ao ano. Antes de aqui chegar, o Arlindo chamou-nos a atenção para um fenómeno curioso. As miragens. Ao longe, neste local, parecia estar um imenso lago embora lá tivéssemos passado uns minutos antes e soubéssemos que só havia terra e mais terra. Nem na Tunísia, quando fui ao deserto, vi nada assim. É daquelas coisas que, se estivesse de carro alugado, escapava-me por completo...

Os campos verdes da Terra Boa.

Depois de almoçar, e muito bem, em Espargos no Restaurante "Maninho Almeida", fomos ver as salinas de Pedra Lume. São as únicas salinas do Mundo que ficam na cratera de um vulcão. E podemos tomar banho nelas experimentado uma sensação idêntica à de quem se banha nas águas do Mar Morto já que estas águas contêm 15 vezes mais sal do que o normal e conseguimos flutuar sem o mínimo esforço. Numa das salinas a água chega a ser tão quente que não dá para aguentar muito tempo lá dentro. Mas na outra ao lado já é morna. Mas atenção, é preciso ter cuidado para não deixar  entrar água nos olhos.

A praia de Pedra Lume onde vi uma só alminha a tomar banho.
Contaram-nos que todos os dias ao final da tarde, à mesma hora, aparecem aqui,
junto aos barcos de pesca, três tubarões de três metros à espera de comer restos
de peixe que os pescadores atiram para a água. Se algum dia voltar, quero vir ver!

Edifícios de apoio às salinas já desactivados.
A entrada é feita por este túnel depois de pagar cinco euros por pessoa.

Depois de passar o túnel, passamos pelo bar e pelo SPA onde se podem
fazer várias massagens e tratamentos com sal a preços muito simpáticos!